Prática de refúgio é fundamental para a durabilidade dos benefícios da tecnologia

Publicado em: 25/07/2019

Um dos maiores desafios para a agricultura brasileira é a evolução da resistência de insetos. Para enfrentar e superar esse desafio é fundamental a implementação de práticas que envolvem o Manejo de Resistência de Insetos (MRI), que tem como uma das ferramentas a adoção de áreas de refúgio para as culturas Bt que expressam proteínas com ação inseticida.

O refúgio é uma área cultivada com plantas não Btda mesma espécie em lavouras de soja, milho e algodão, com a função de produzir insetos suscetíveis às proteínas inseticidas que irão se acasalar com os insetos resistentes provenientes das áreas Bt, gerando novos indivíduos suscetíveis à tecnologia. O objetivo de manter uma população de pragas vulneráveis ao efeito inseticida da variedade transgênica é preservar os benefícios da tecnologia.

A não adoção de áreas de refúgio pode levar a um risco potencial de longo prazo da adaptação das pragas às proteínas Bt , que pode levar à redução de sua eficácia.

Além disso, é muito importante que todos os agricultores que utilizam tecnologia Bt plantem refúgio, pois as pragas-alvo podem migrar para áreas vizinhas. Portanto, um plano eficiente de MRI deve ser implementado em âmbito regional. A sustentabilidade da tecnologia depende do manejo adequado de cada propriedade.

O que é necessário para a área de refúgio funcionar corretamente

A disposição das áreas de refúgio será determinada de acordo com o tamanho e formato da propriedade (ou talhões, no caso de grandes áreas).

Em primeiro lugar, a área de refúgio deve estar a no máximo 800 metros de distância da lavoura com a tecnologia Bt .

As dimensões e proporção em relação à área com cultivo Bt devem ser direcionadas pelo obtentor da tecnologia. Hoje, para a soja, a recomendação é de 20% de área de refúgio.

TMG 1180RR é uma das melhores opções do mercado para refúgio

A cultivar TMG 1180RRestá no mercado desde a safra 2013/14. É uma variedade indicada para áreas de abertura de plantio, tem grupo de maturação adequado e se plantada na condição de setembro favorece a segunda safra, tanto de algodão, quanto de milho.

Outras características:

  • Excelente opção para o plantio de refúgio;
  • Hábito de crescimento que favorece o desenvolvimento de nós reprodutivos para constituir o potencial produtivo;
  • Sistema radicular agressivo;
  • Boa plasticidade em relação ao estande de plantas;
  • Resistência ao acamamento;
  • Resistência a nematoide de cisto da raça 3;
  • Cultivar estável e produtiva (clique aqui e confira todos os resultados);
  • A adaptação da variedade é para os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Tocantins e Piauí.

Com informações técnicas da TMG e da página www.agricultura.gov.br/refugio